Os trajes, memoria de alegria apesar da pobreza

« A nossa riqueza cultural não reside apenas em Camões, Pessoa, Malhoa ou Manuel de Oliveira, mas também e sobretudo no povo e na sua forma simples de ser… Eramos pobres mas alegres ! »

 

As formas de trajar sempre tiveram uma importância vital na identificação das classes sociais, culturais e profissionais na população portuguesa.

Outrora, quando a « standartização » ainda não existia, o traje era o reflexo da classe social a que cada pessoa pertencia graças as inumeras caracteristicas, desde, a sobriedade e a simplicidade do corte à sumptuosidade e riqueza dos ornamentos. Estas foram evoluindo segundo a situação economica do pais. Por outro lado, ha que ter em conta as mudanças climaticas e ambientais de cada região.

As modas foram evoluindo segundo as alterações esteticas dos homens consequência da sua propria cultura, o que influenciava os gostos e os costumes. Tendo em conta que o pront-a-vestir era raro ou inexistente encontravamos dois tipos de vestuario, o da laboura e a chamada « domingueira ». A mulher desempenhava um papel importante na confecção da roupa. As donas de casa revelavam os seus dotes de costureiras nos ornamentos e promenores. O avental era o simbolo da mulher, da sua actividade mas também da sua vaidade. Em certas regiões, simbolo de resguardo da saia, tal como no Alentejo, o avental era atado durante o trabalho e no fim desatado de forma a assear a  mulher quando esta regressasse a casa.

As cores dos tecidos utilizados são um traço comum do traje português que se regista de norte a sul do pais. O preto é solene e aplicado nos trajes domingueiros e dias de festas. O castanho para os trajes de trabalho, o branco do linho e alguns estampados de algodão, com o riscado aplicados em camisas, saias e aventais são elmentos visiveis nas diferentes regiões.

Por conseguinte, destingue-se um minhoto de um campino, um saloio de um citadino ou ainda um açoriano de um madeirense.

Nos nossos dias, ainda se registam marcas destes elementos. Tais como nos lenços dos namorados, os bordados são aplicados em camisas, vestidos e gravatas pelos maiores estilistas da moda da nossa era. No pronto-a-vestir masculino, destacam-se o uso do capote da samara.

 

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